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" Daqui a cem anos, não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depsitado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criança. "

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31 de mar de 2010

Acompanhando o aprendizado da criança em casa


Os pequenos aprendizes constroem uma verdadeira sopa de letras. Misturam tudo, escrevem palavras só com vogais outras só com consoantes, apaixonam-se por uma letra, e fazem questão de usá-la sempre. Também podem não admitir por exemplo, escrever BOI com 3 etras e FORMIGA com 7, pois um animal grande requer muitas letras, e a formiga, tão pequena, deve ser curtinha. As vezes, acham impossível uma palavra ter menos que três letras. "OI" no caderno de uma criança, pode surgir num rabisco enorme. "Brigadeiro" talvez fique melhor numa combinação mais reduzida como BIGADRO de Fabiana de 6 anos. E a ortografia vira uma festa: CASA vira KASA e GALINHA vira AHALINHA.
Acompanhar essas tentativas da criança "dá nervoso" confessa a mãe de Frederico, 6 anos. Você tem a impressão de que a criança não vai aprender nunca. A aflição a levou a cometer enganos, como ocorre com muitos pais ansiosos de ver os filhos a ler e escrever. Carla apagava os "erros" do filho cometidos como BOLXA (bolacha) e BORAXA (borracha).Não, Frederico, ela dizia, não é assim, e passava a borracha, soletrando para ele a grafia certa. Depois aprendeu com os professores que essa correção deve ser ponderada. Os pais tem de pensar no que representa esse esforço de aprendizado. No começo a criança está tão aflita tentando entender a escrita do adulto que quando consegue colocar algo no papel fica absolutamente feliz, afirma a Educadora Silvia Gasparian Collelo, professora da Universidade de Educação de São Paulo (USP). Aos pais ansiosos, a orientadora pedagógica Cristina Bonfam orienta: "Quando a criança errar, escreva em um papel à parte a palavra correta para que ela tente perceber onde errou. Soletrar não ajuda, porque é uma atividade mecânica e não faz pensar na palavra".

Crianças de todo o mundo

                         

Somos crianças,

Crianças do mundo.

Somos crianças, sim,

Somos crianças ou mexicanas,

Alemãs ou italianas,

Espanholas ou africanas,

Japonesas, portuguesas ou francesas,

Ou quem sabe ainda libanesas?

Crianças, sim

De diferentes lugares do mundo.

Mas isso,

Isso não importa.

O que importa pra valer é...

Viver num mundo sem barreiras,

Sem limites, e sem fronteiras...

Onde as diferenças existam apenas

Para COMPLETAR, UNIR e ENRIQUECER.

Pois, no mundo das diferenças,

Temos muito o que aprender!

30 de mar de 2010

Além da escola, auxiliando os filhos no aprendizado....


Criar em casa um ambiente " letrado " como dizem os especialistas, é a melhor maneira de se tornar cúmplice de seu filho nesta jornada.
Não se trata de intelectualizar a família com sofisticações literárias. Na casa " letrada " a criança vê o pai ou a mãe lendo jornais ou revistas, consultando receitas culinárias, escrevendo recados ou cartas, contando histórias com frequência. " Conviver nesse ambiente facilita muito a alfabetização porque o filho percebe que a escrita e a leitura têm diferentes funções afirma a educadora Silvia. Ela conta que sua filha Vivian, 8 anos, se alfabetizou aos 5 anos brincando com um alfabeto de imã de geladeira. A menina se divertia, enquanto a mãe lavava a louça. Primeiro juntava as letras por cor. Depois fazia desenhos com elas. Até começar a perguntar qual era a letra do nome dela. " Quando percebemos ela já sabia escrever Vivian ", lembra a professora.
Marinice de Carvalho, uma ex professora, sempre se preocupou em ter em casa " ricas letras". Possui jogos com alfabetos de madeira. Lê histórias para as filhas e sempre as estimuloue obteve bons resultados com isso.

Na hora da atividade escolar que seu filho leva pra casa, lembre-se que a atividade é dele, somente fique por perto e interfira quando for solicitado por ele.

Acalme a criança.

Aprender a dominar a leitura e a escrita também deixa a própria criança tensa. " É um período confeituoso, por ser a última etapa para a conquista do mundo, adulto. O caminho é longo, e a criança às vezes se aborrece com as dificuldades e fica ma humorada", explica a psicóloga Glaura Fernandez. Os pais têm de ser pacientes para que o clima em casa não azede. Devem deixar o filho à vontade com suas descobertas. Isso significa evitar, principalmente, comparações com irmãos ou colegas. " Cada criança tem seu ritmo e deve ser respeitada tanto pela escola quanto pelos familiares".
Incentivos são bem vindos, como pedir para os filhos escrever bilhetinhos para a professora, para os pais, etc...E não se importe se o resultado é um emaranhado de rabiscos. Uma hora vai ficar legível como os bilhetes que a mamãe Valéria ganhou da filha Alice: " Mamae ti amo ".

Dislexia - Afinal o que é isso?




Continua mais um ano de vida escolar. Algumas crianças iniciam as atividades com aprendizagem normal, dão conta das tarefas de casa, prestam atenção nas aulas, conseguem memorizar as palavras, aumentar o vocabulário, e por aí vai.

Pois bem, e as crianças que não caminham na mesma direção, no mesmo ritmo, tentando, mas não estão conseguindo aprimorar o aprendizado? É  sobre este assunto que vamos conversar.

Espera-se que no Ensino Fundamental os alunos e as alunas estejam preparados pelo Ensino Infantil, que os direciona para a construção da identidade, para o desenvolvimento das aprendizagens essenciais, leitura e escrita, além do raciocínio. Essas três características básica se desenvolvem com experiência e prática contínua.

A dislexia vem sendo definida como grave desordem de leitura, cujas defici~encias podem ser encontradas na inabilidade para distinguir bem os fonemas, na dificuldade para compreender ou assegurar a compreensão do significado das palavras, incluindo as associações básicas entre elas. Algumas crianças fixam exageradamente a leitura das frases, o que vem comprometer o ritmo e a velocidade da leitura. Esta lentidão e desordem rítnica exigem medidas especiais para ajudar as crianças a concentrarem a atenção durante as tarefas, com educação apropriada, tratamento especial - terapia fonoaudiológica - disponibilidade de tempo e prática constante.

Como se processa a leitura?
Uma gama de teóricos, e de diferentes correntes, tenta explicar o processo de leitura. A minha prática vem dos teóricos desenvolvimentistas, que aplicam o desenvolvimento com a observação do que vem acontecendo com a criança que não consegue acompanhar naturalmente a aprendizagem escolar.
Aprofundam no conhecimento de fatos importantes desde o nascimento e obsevam os aspectos que determinam a aprendizagem da leitura.

Os pais, os professores e a própria criança são ouvidos constantemente durante o tempo necessário de registrar o perfil do aprendizado e traçar as metas terapêuticas.

Começamos por investigar o comportamento linguístico do bebê em sintonia com a família.
Fixação do olhar, com atenção e concentração adequadas e intenção para responder aos sons são exemplos significativos.

As atividades cognitivas e perceptivo linguísticas são os pilares que sustentam o processo da leitura. Práticas de exercícios que envolvem essas atividades podem entrar nas habilidades de entender, focalizar atenção, interpretar a língua falada. Memória auditiva, visual e ordenação de fatos e objetos contribuem para a sequenciação do texto. Desenvolvimento e expansão do vocabulário, síntese lógica, decodificação de palavras completam o processo de leitura.

A leitura, em sua última instância de desenvolvimento, deve ser completa com a automatização, o reconhecimento direto do sentido das palavras escritas e frases completas.

Mas um de vocês que me leem pode perguntar:
- Mas a escola não ensina esta prática toda? Sim, ensina e é preciso escolher aquelas que o fazem muito bem. Acontece que nem todas as crianças conseguem acompanhar de forma regular este aprendizado, daí a necessidade de atendimento fonoaudiológico para a recuperação da aprendizagem.

                         Cal Coimbra
                         é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia.